O Doido e a Morte

Autor: Raúl Brandão
Encenação: João de Mello Alvim
Estreia: 8 de Abril de 2004

 

 

Sobre o Espectáculo

Na transposição da abstracção do texto para a realidade do palco, preocupou-nos trilhar o fio ténue que, dentro desta farsa existencial, evita(ria) cair  nas duas margens do cliché: a comédia ou o melodrama, ambos de efeito fácil, ambos visuais, ambos sem a carga existencial, feita de contrastes e contrários, na qual se alicerca a riqueza e a grandeza deste texto.

Sem abdicar do jogo de máscaras exterior, trabalhámos  sempre no  sentido de a  estas  sobrepor a máscara (o conflito) interior, máscara simbólica e existencial, máscara feita de “ruínas de um passado ideológico-cultural (o já-não) e a opacidade das raízes do futuro (o ainda não).”

Como sempre, aos efeitos ilusórios que a técnica  teatral de hoje permite, permanecemos centrados - atenta, renovada e aprofundadamente centrados -, no trabalho do actor.

João de Mello Alvim

 

 

Ficha do Espectáculo

Autor: Raúl Brandão; Encenação: João de Mello Alvim; Intérpretes: Tiago Matias e Nuno Correia Pinto; Cenografia e figurinos: Carlos Coxo; Imagem gráfica: João Nuno Duchamp; Desenho de luz e Arranjos Gráficos: André Rabaça; Sonoplastia: Carlos Arroja; Direcção Técnica: Nuno Correia Pinto; Montagem: André Rabaça e Nelson Vicente; Produção Executiva: Maria João Fontaínhas; Secretariado: Sónia Dourado