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Próximo

Resultado de três residências artísticas e encenação de Susana C. Gaspar

Em cena de 4 a 14 de abril de 2019, na Casa de Teatro de Sintra | 5.ª a sáb. 21h30 e Dom. às 16h

 

Sinopse:

“Próximo” é um espetáculo de teatro documental que, em palco, dá voz e corpo a vivências e testemunhos recolhidos entre conversas, cafés e análise documental, de diferentes territórios do concelho de Sintra, como a Tapada das Mercês, São João das Lampas e centro histórico de Sintra. Recorre-se à poética, comédia e ironia para iluminar temas como o acesso à habitação, as dinâmicas entre vizinhos, a diversidade cultural, a pressão do alojamento local ou o turismo em massa.

 

 

Descrição do projeto:

Esta criação pretende aprofundar as relações de proximidade entre o Chão de Oliva / Companhia de Teatro de Sintra e os territórios circundantes, desvelando e compreendendo as desigualdades sociais, visíveis e invisíveis, através da recolha de testemunhos aos quais, em palco, se dará voz. Este mapeamento das diferenças do território sintrense foi realizado através de residências artísticas em três locais diferentes (Tapada das Mercês, São João das Lampas e centro histórico de Sintra) promovendo a permanência dos criadores nos espaços e vivência dessa comunidade, com o objetivo de a documentar, por via de oficinas abertas a interessados, entrevistas, conversas informais, escuta ativa em espaços informais e de convívio.

As três residências artísticas decorreram em três diferentes contextos:

i.                o bairro suburbano;

ii.               o meio rural;

iii.              o centro histórico.

Estas três residências contribuíram para a coleção de material que serve como base para a criação do espetáculo, com o objetivo de colocar em diálogo as diferentes realidades de cada território, num trabalho sobre o que é distante e o que é próximo. Documenta-se e reflete-se sobre o que é a realidade poética do quotidiano e o que é a comunidade imaginada dos guias turísticos.

 

 

Sinopse da apresentação intermédia na Tapada das Mercês | Próximo #1

 

Dilatação do tempo: aqui parece não haver pressa. Bairro inteiro é uma casa".

“Vi um grupo de crianças à entrada da mercearia."

“Com 10 cêntimos o que dá para comprar?” "Bairro = Casa"

O cheiro do milho e o som do milho a estalar.

Falam-se línguas diferentes. Ouvimos línguas diferentes nas ruas”

(outubro a novembro de 2018;

apresentação a 29 de novembro na Casa de Juventude da Tapada das Mercês)

 

 

 

 

 

Sinopse da apresentação intermédia em São João das Lampas e Assafora | Próximo #2

 

 

Contou-nos uma das alunas do 2.º ano da escola primária do Centro Social e Paroquial de São João das Lampas que, uma vez, perguntou ao seu pai

“se vivíamos numa cidade porque me parecia muito grande”,

o seu pai é que lhe disse que “não, vives numa aldeia!”

Ainda há muita gente que vive do que a terra dá. O olhar brilha quando se fala da terra.

Antes estava tudo cavado à enxada.

“Quando a terra começou a dar prejuízo os mais novos começaram a procurar outros sítios para trabalhar”

Já não é a mesma aldeia, mas as memórias estão em cada esquina, de cada lugar.

 

(janeiro a fevereiro de 2019; apresentação a 24 de fevereiro no Coreto do Largo de São João das Lampas)

 

 

 

Sinopse da apresentação intermédia no centro histórico de Sintra| Próximo #3

 

No centro de Sintra vivemos as brumas e o nevoeiro.

Há quem venha por acaso ou pelo idealismo da “Sintra Romântica”.

Cartão-postal. “Disneyland”. Há um visível e invisível.

Há um tempo que corre e movimento frenético do dia e uma intemporalidade

da noite sossegada em que nada se passa.

“A vila está doente”, alguém diz. As casas não são para todos. Há ruínas.

Sintra é só para turistas?

 

(recolha realizada durante a 8.ª edição do Festival Periferias;

apresentação a 17 de março de 2019 no NewsMuseum)

 

 

 

 

 


Equipa artística e técnica

Encenação e dramaturgia: Susana C. Gaspar | Apoio à dramaturgia e documentação: Inês Vieira | Criação e Interpretação: Diana Narciso, Miguel Moisés, Patrícia Cairrão, Susana C. Gaspar | Música original: Carlos Garcia | Cenografia e figurinos: Companhia de Teatro de Sintra | Desenho de Luz: Marco Lopes | Montagens: Luiz Quaresma e Marco Lopes | Operação de Luz e Som: Marco Lopes

Uma Produção Chão de Oliva - Companhia de Teatro de Sintra

Secretária de Direção e Produção: Cristina Costa | Assistente de Produção: Regina Gaspar |  Bilheteira: Paula Malhado | Frente de Sala: Roberto Mendes | Direção Artística: Nuno Correia Pinto