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Resultado de três residências artísticas e encenação de Susana C. Gaspar

Descrição:

Esta criação pretende aprofundar as relações de proximidade entre o Chão de Oliva / Companhia de Teatro de Sintra e os territórios circundantes, desvelando e compreendendo as desigualdades sociais, visíveis e invisíveis, através da recolha de testemunhos aos quais, em palco, se dará voz entre a ironia e a veracidade, a comédia e a poética. Este mapeamento das diferenças do território sintrense será realizado através de residências artísticas em três locais diferentes (Tapada das Mercês, São João das Lampas e centro histórico de Sintra) promovendo a permanência dos criadores nos espaços e vivência dessa comunidade, com o objetivo de a documentar, por via de oficinas abertas a interessados, entrevistas, conversas informais, escuta ativa em espaços informais e de convívio.

As três residências artísticas dividem-se, assim, por três diferentes contextos:

i.                o bairro suburbano;

ii.               o meio rural;

iii.              o centro histórico.

Estes três meses, três residências, contribuem para a coleção de material que será a base de um espetáculo, que pretende colocar em diálogo as diferentes realidades de cada território, num trabalho sobre o que é distante e o que é próximo, comum. Documenta-se e reflete-se sobre o que é a realidade poética do quotidiano e o que é a comunidade imaginada dos guias turísticos. Como linha orientadora, descreve-se, resumidamente, os possíveis pontos de partida:

i.  Bairro suburbano: das janelas vêem-se prédios e muito pouco verde, encontrar uma praceta com espaço livre e de convívio pode ser uma raridade. Prédios altos, uma “selva de betão”, mas, nem por isso, os vizinhos se conhecem e se falam nos corredores. As meninas e jovens não devem sair sozinhas à noite. O último comboio da noite parte à uma e trinta da manhã.

(recolha de material a decorrer em novembro de 2018, na Tapada das Mercês)

ii. Aldeia: ouvem-se os (últimos) pastores e rebanhos; conhecem-se os (poucos) artesãos, exemplo de resiliência; cheira-se o pão fresco e caseiro pela manhã, numa terra que acorda com o sol, mas onde se sente o temor do silêncio das noites, não esquecendo a população de classe média alta que se começa a deslocar para estas regiões.

(recolha de material a decorrer entre janeiro e fevereiro de 2019, em São João das Lampas)

iii. Centro histórico: mais perguntas do que respostas, entre quem vive no centro histórico há várias décadas e quem acabou de chegar. Que vivência é esta a de se viver perto de palácios e de hotéis de luxo? Fazer-se parte do guia turístico e ver fotografadas as suas portas e janelas. Nas ruas, cada vez mais transitadas, ouvem-se vozes sob forma de diferentes línguas estrangeiras.

(recolha de material a decorrer em março de 2019, em processo aberto, integrado na 8.ª edição do Festival Periferias)

Encenação e dramaturgia: Susana C. Gaspar | Apoio à dramaturgia e documentação: Inês Vieira | Criação e Interpretação: Diana Narciso, Miguel Moisés, Patrícia Cairrão, Susana C. Gaspar | Música original: Carlos Garcia | Montagens: Luiz Quaresma e Marco Lopes | Operação de Luz e Som: Marco Lopes

Uma Produção Chão de Oliva - Companhia de Teatro de Sintra

Secretária de Direção e Produção: Cristina Costa | Assistente de Produção: Regina Gaspar |  Bilheteira: Paula Malhado | Frente de Sala: Roberto Mendes | Direção Artística: Nuno Correia Pinto