O Prémio Nacional de Artes do Espetáculo Maria João Fontaínhas destina-se a galardoar, bianualmente, um projeto para um espetáculo de teatro, marionetas, música ou transversal a estas áreas, com o objetivo de divulgar e prestigiar as artes do espetáculo em Portugal e contribuir para a renovação e aparecimento de novos criadores.
O Prémio foi criado em 2008, numa colaboração entre a Câmara Municipal de Sintra e o Chão de Oliva, como forma de homenagear a atriz e encenadora Maria João Fontaínhas, fundadora e dirigente do Chão de Oliva, falecida precocemente em 2006.
O Prémio Nacional – 2024 foi para Renato Pino pelo o seu texto inédito “Uma Questão Moral”.
O vencedor do prémio é formado pela Escola Profissional de Teatro de Cascais, no ramo de interpretação. Colabora com o Teatro Experimental de Cascais desde 2008, tendo feito autores nacionais e internacionais em mais de 30 peças, maioritariamente dirigidas por Carlos Avilez. Trabalhou ainda, de 2012 a 2024, na Escola Profissional de Teatro de Cascais, como assistente da disciplina de Interpretação e FCT, lecionadas por Carlos Avilez, João Vasco e Ana Nave.
A peça, a ser levada à cena no final de 2026, inaugura a temática do quadriénio 2027-30. Com o texto – vencedor do Prémio Nacional das Artes do Espetáculo – de Carlos Vasco (pseudónimo de Renato Pino), iremos olhar para dentro das complexas dinâmicas familiares contemporâneas e os seus conflitos: as fugas, as mágoas e as culpas. As famílias disfuncionais que promovem a incomunicabilidade.. De que forma(s) as relações familiares sufocam, anulam, agridem e depreciam? Como sobrevivem os vínculos afetivos à passagem do tempo, ao envelhecimento, à doença, à morte? Estará a célula familiar irremediavelmente ameaçada e condenada à extinção? Com estas e outras questões adentramos num dos espaços de reflexão do próximo quadriénio: “Dentro: lugares de intimidade”.
A peça conta a história de um casal isolado numa casa, em comunhão idílica com a natureza, longe da vida mundana, para que o marido, escritor de sucesso, concretize o seu projeto de escrever um livro. Entretanto passam-se oito anos e (tal como numa peça de Tchekov) parece que não se passa grande coisa. O bloqueio criativo do escritor é acompanhado pela consciência crescente da mulher que abdicou de viver a sua própria vida. A desilusão, e a inexorável passagem do tempo, com a morte a rondar as vidas, irão desencadear mudanças na mulher. Ecos de uma certa Gaivota, não serão coincidência nesta dramaturgia. No entanto, a dramaturgia não deixará de colocar as questões pelo olhar da lente feminista, na sequência das reflexões levadas a cabo ao longo do quadriénio ao analisar o papel das mulheres na família e na sociedade. Apesar das problemáticas individuais e coletivas em questão, será sobretudo sob a perspectiva das relações no âmbito familiar que a dramaturgia irá conduzir a análise.
Paulo Condessa
A.Branco
Rui Sousa
Miguel Falcão
Os projetos apresentados têm de ser inéditos, redigidos em língua portuguesa, podendo ser individuais ou em coautoria. Os textos podem ser dramáticos ou guiões, sendo que neste último caso, devem conter todos os elementos que os candidatos considerem necessários à sua montagem, tendo em conta a viabilidade da produção do espetáculo.
Os originais a concurso devem ter em conta a duração do espetáculo, não podendo a mesma ser inferior a uma hora nem superior a hora e meia. O número de intérpretes exigidos para a sua concretização não deverá ser superior a três.
O prémio tem um valor monetário e consiste na divulgação e montagem da peça vencedora. A montagem da obra premiada será efetuada pelo Chão de Oliva, no prazo de dois anos, a contar da data deliberada pelo júri do concurso.
O Prémio Nacional de Artes do Espetáculo Maria João Fontaínhas é bienal e pretende homenagear a atriz Maria João Fontaínhas, natural de Sintra, pelo seu empenho na área da cultura e da expressão dramática e enquanto destacada dirigente desta companhia de teatro.
A sua realização visa divulgar e prestigiar as artes do espetáculo em Portugal, de contribuir para a renovação e o aparecimento de novos criadores e ainda promover Sintra como lugar de cultura.
Para qualquer pedido de esclarecimento adicional poderá contactar o Departamento de Cultura e Património da autarquia de Sintra, através do telefone 21 923 3719 ou email geral@chaodeoliva.com
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