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periferias 2018

 

O Festival Internacional de Artes Performativas em Sintra - Periferias -, é fruto do trajecto do Chão de Oliva: a preocupação de procurar, nas suas sortidas manifestações, as curiosidades das artes performativas; o estímulo que advém da heterogeneidade das formações; o empenho para alargar a circulação de espectáculos a nível nacional e internacional (numa primeira esfera entre a comunidade de língua portuguesa), partilhando experiências e atenuando distâncias e desigualdades culturais. É um festival que corrige assimetrias e incentiva uma diversidade de áreas disciplinares.

O Periferias convida preferencialmente grupos inscritos para além da fronteira lisboeta, orgulhando-se de ser, enquanto festival, um meio alternativo de divulgação do que por vezes acaba por ser abafado pela histeria da capital e marginalizado pelos próprios pares.

Ao incluirmos na programação a comunidade da CPLP, estamos não só a cultivar os elos e afectos familiares entre a comunidade, bem como a inscrever o nosso maior bem imaterial comum, a nossa língua, noutros continentes, a partir do ponto mais ocidental da Europa – Periférico na Europa mas no centro do Mundo. Estamos a prestigiar os grupos com a sua internacionalização, grupos, muitos, vindos de países ainda em desenvolvimento.

Em suma: o Periferias é um festival com Teatro, Dança, Performance, Marionetas, Música, Animação de Rua, Espectáculos de Rua, Feira do Livro das Artes Performativas, Exposições, Conversas Periféricas, Fringe (um espaço para short stories) e Oficinas. Entre estas destacamos uma Oficina Inclusiva que se destinará a crianças com diferentes patologias.

 

Dia 1 de Março | 19h00| MU.SA | Música | 55 min. | M/16

“Reportório Osório” é uma coleção de canções, aliando a escrita sagaz de Luís Fernandes à magistral música de Luís Cardoso. Um desfiar de histórias pessoais no masculino, quase sempre íntimas, do dilema ao dilúvio em poucas estrofes. O quotidiano das relações afetivas transformado em canções irónicas (para não lhes chamar heróicas), em que a teatralidade da interpretação só reforça o perfil de cada personagem. O resto são... canções, as mais belas canções de úmor.

Dia 1 de Março | 23h00 | Legendary Café | Performance Teatral | 30 min. | M/12

“Luto” é sobre Adê: uma mulher sem pais nem país. Adê, sentada à cabeceira de uma mesa, toca o seu instrumento e divaga sobre Hamlet. Acha‐se rainha, a mulher de Luto pela sua fantasia. ''Sinto‐me profundamente só. E quando digo profundamente, quero mesmo dizer profundamente. Não se trata de mais um floreado poético. De profundis.” Este espetáculo é uma insónia, um frente a frente de uma personagem com as suas convicções. A morte poderá ser apenas a desistência.

Dia 3 de Março – 21h30 | Palácio Nacional de Queluz | Ópera de Câmara | 60 min. |M/12

Adaptação inédita para ópera do poema “TABACARIA”, de Álvaro de Campos, para barítono, soprano e ensemble.
A estranheza da existência e a incompreensão do real são os temas centrais desta abordagem contemporânea a um dos mais belos poemas de sempre, escrito em 1928 por Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa.

Bilhetes disponíveis na Ticketline.

 

Dia 4 de Março – 16h00 | Centro Cultural Olga Cadaval | Marionetas | 50 min. | M/4

"A casa dos ventos" é uma casa e é uma viagem. É uma casa em viagem. Qual a dimensão de uma casa?, pode uma pessoa ser uma casa?, necessita uma casa de paredes?, pode uma casa ser um local, uma língua, um país... ?
Este espetáculo narra uma viagem de duas personagens em busca de manterem a sua forma de estar, o seu espaço de afetos e emoções num mundo em transformação. Numa grande cidade, uma velha, Alba e Maria tentam atravessá-la carregando um moinho de vento às costas na procura de uma nova colina que lhes garanta um local para viverem. Mas a cidade respira, oprime e fascina.

Bilhetes disponíveis na Ticketline.

 

Dia 4 de Março – 21h30 | Casa de Teatro de Sintra | Teatro | 70 min. | M/14

Como mestres de uma cerimónia, três intérpretes convidam o espectador a encontrar os momentos vitais de Miguel Hernández: infância, adolescência, primeiros amores, chegada a Madrid, emoção antes da criação, república, guerra, prisão. Os versos de Miguel Hernández e uma banda sonora representativa compõem a dramaturgia de A. Iglesias, que mostra a jornada vital de uma geração de jovens artistas numa época de transformação ansiosa. Os artistas dançam, sonham, sofrem, riem, lutam, apaixonam-se... criando com sua voz e movimento, uma coreografia de emoções em estreita relação com o espectador.

Bilhetes disponíveis na Ticketline.

 

Dia 7 de Março – 22h00 | Sabot Bar | Performance Teatral | 30 min. | M/12

Um espectáculo ao estilo de Stand-Up comedy com uma ou mais personagens desconcertantes e surpreendentes. Um desafio para o espectador provocado espontaneamente pela, já afirmada, Clown Tânia Safaneta.

Dia 8 de Março – 19h00 | MU.SA | Música | 60 min. | M/06

Grupo sintrense que faz o seu caminho musical com os seus originais com uma sonoridade próxima do Blues, é sem dúvida uma boa ocasião para ouvir, ao vivo, a sua música e deixar-se envolver pelas obras de arte expostas no MU.SA.

Dia 8 de Março – 21h30 | Centro Cultural Olga Cadaval | Teatro | 60 min. | M/12

O músico de rua é o ponto de partida e de chegada para este lindíssimo monólogo de Jon Fosse. Um espectáculo retrata a curva descendente de um homem até a desistência dos seus sonhos, das ambições da sua vida. Um texto poético, pungente de melancolia e compaixão. Um espectáculo que não nos deixa indiferentes.

Bilhetes disponíveis na Ticketline.

 

 

Dia 8 de Março – 23h00 | Legendary Café | Performance Teatral | 30 min. | M/12

Um espectáculo ao estilo de Stand-Up comedy com uma ou mais personagens desconcertantes e surpreendentes. Um desafio para o espectador provocado espontaneamente pela, já afirmada, Clown Tânia Safaneta.

Dia 9 de Março – 21h30 | Casa de Teatro de Sintra | Performance | 55 min. | M/14

Guiné-Bissau, Portugal, Brasil, Cosmo. O universo e três culturas distintas se reúnem num só corpo, voz, indivíduo. O migrante tem origem, o nacionalizado permanece estrangeiro, o cidadão é ainda um ser livre e ao mesmo tempo politizado?! Balantas são originários da Guiné-Bissau, país situado na costa ocidental da África, e Welket é hoje também e ainda balanta, mas cresceu numa Europa pós-moderna, viveu em Portugal e no Brasil. 'TCHON Di BALANTA', é dança, movimento e musicalidade que se inscrevem sob o desejo de um indivíduo desbravar o que lhe resta da sua herança cultural de origem africana, e o homem pós-moderno europeu-ocidentalizado em que se viu tornar.

Bilhetes disponíveis na Ticketline.

 

Dia 10 de Março – 16h00 | Espaço Hipopómatos na Lua - Biblioteca Municipal de Sintra | Contos | 50 min. | M/4

Espaço para a família, principalmente para opúblico mais novo, paraouvir estórias e contos que vem da tradição oral. Sonoridades e palavras novas que se quer ouvir. Estórias de heróis ou de pessoas comuns, contos ou lendas que se perdem nos tempos, mas que nos trazem sempre algo para aprender.

Dia 10 de Março – 21h30 | Casa de Teatro de Sintra | Performance | 50 min. | M/14

PRETA parte das memórias do criador, do período em que nos anos 90, chegado de Luanda, passa a viver no Bairro do Fim do Mundo. O corpo reencontra os gestos e os itinerários da transição da infância para a juventude. Preta era a cadela feroz que delimitava a fronteira entre a casa e a escola, obrigando a experimentar movimentos de fuga, de silêncio e de transgressão. Uma performance sobre 2 universos distintos, territórios fechados sobre si próprios, e as possibilidades de ligação entre eles.

Bilhetes disponíveis na Ticketline.

 

Dia 11 de Março – 21h30 | Casa de Teatro de Sintra | Teatro | 50 min. | M/12

Em "Dois tiros e uma gargalhada" encena-se a sabedoria dos "homens grandes", principalmente a dos mais velhos, que, por sê-lo, carregam consigo um conhecimento milenar e práticas que vão além do real empírico. Por essa razão, eles têm a força de disseminar seus conhecimentos, terminando por restabelecer uma ordem simbólica que parecia e ainda parece perdida. Daí o provérbio que abre e fecha o texto: "Mo no yadekaartatayoyobhokolannata"( "Quem parte para uma viagem sem data de regresso que leve bagagem completa").

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